Quem foi Juscelino Kubitschek?


Simples, humano, compreensivo, solidário, dedicado e fraterno são adjetivos que definem o caráter e a personalidade do Presidente Juscelino Kubitschek.

Era um homem fiel aos seus antigos mestres, aos seus amigos e principalmente a seus princípios: verdade, justiça e democracia.

De sua mãe, Dona Júlia, herdou firmeza e determinação no cumprimento de seus deveres; do pai, João César, a imaginação e o sonho foram características passadas que fizeram parte do homem Juscelino Kubitschek. Junto a essas características, adiciona-se um espírito desbravador e progressista.

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O Presidente JK era um nacionalista, um crédulo na capacidade do povo brasileiro, conciliador e extremamente tolerante. Era um trabalhador incansável, tanto que em sua inquietude algumas poucas horas de sono bastavam para estar disposto a continuar suas tarefas.

Porém, também era um homem sempre de bom humor. Gostava de serenata e violão, alegria e otimismo conviviam com ele no dia a dia. Encantava-se com a alvorada, com um fim de tarde e com uma bela noite enluarada. O Presidente Juscelino era uma pessoa extrovertida, que deixava transparecer o que sentia e o que pensava, com vivacidade de espírito que irradiava uma juventude que transcendia a sua idade. Mas, ao mesmo tempo, seu cérebro era maduro, raciocinava com uma velocidade e normalmente concluía o pensamento de seus interlocutores antes mesmo que acabassem de proferi-lo.

Nas vicissitudes da vida jamais esmorecia, nunca desanimava, e encontrava forças para continuar sua missão: levar a democracia e o desenvolvimento a todo o Brasil. A carreira política do médico Juscelino Kubitschek de Oliveira inicia em 1933, quando Benedito Valadares é nomeado Interventor em Minas Gerais e o designa para ser seu Chefe de Gabinete.

À frente da Prefeitura de Belo Horizonte, cargo que ocupa até 1945, quando é eleito Deputado Federal, remodela a cidade com obras de vanguarda. Obras como o complexo urbanístico da Pampulha ganham dimensão internacional. Suas atividades como Prefeito e deputado constituinte de 1946, marcadas pelo dinamismo e total cumprimento, o credenciaram a concorrer às eleições para Governador do Estado, em 1950. Sua administração baseia-se no binômio “Energia e Transportes”, marcando sua gestão com arrojo e pelo trabalho incansável de levar o estado mineiro ao desenvolvimento. Político habilidoso, atencioso e de trato elegante para com todos. O Governador Juscelino era a alegria, a espontaneidade, a jovialidade. Entretanto, nessa jovial alegria e espontaneidade transparente, havia, igualmente, uma sólida proposta política. Proposta que era definida como meta e com prazos a serem cumpridos.

Ao término de seu governo, campos de pouso, escolas, hospitais, postos de saúde, faculdades, pontilhavam todo o estado. Minas adquiriu uma nova feição e uma nova mentalidade. Todo esse trabalho naturalmente credenciaria seu nome à postulação de candidatura à Presidência da República. E assim o foi, o governador mineiro saiu vitorioso da convenção do PSD, com seu nome indicado para concorrer à Chefia da Nação.

Sua campanha política, balizada no slogan “50 anos em 5″, começaria pelo interior e não pelas grandes capitais como era o habitual. E foi justamente em uma cidadezinha no interior de Goiás, Jataí, que em cujo comício teve de responder à pergunta se mudaria a capital brasileira para o interior, tal como propunha a Constituição. O candidato, com entusiasmo crescente, expunha em sua campanha seu Programa de Metas e anunciava a mudança da capital brasileira, agora incluída em seu Programa e desde então, denominada Meta – Síntese.

Apesar de uma oposição que não lhe dava tréguas, realizadas as eleições Juscelino Kubitschek de Oliveira se elege Presidente da República. Eleito pelo povo, o Presidente promovia confiança na economia e estimulava a estabilidade política objetivando gerar o desenvolvimento nacional e bem-social. Os correligionários políticos o admiravam pela sua liderança sincera, descontraída e cheia de ideais cívicos. Tratava seus adversários políticos e até inimigos com tolerância e desprendimento. Audacioso nos seus planos, administrava-os com otimismo e perseverança. Mantinha rígidos esquemas de controle das execuções, sempre atento às datas de conclusão e avaliação de qualidade.

O Presidente Juscelino Kubitschek era um democrata e gostava de se misturar ao povo para saber e, mesmo sentir, suas necessidades e carências. O liberal, o progressista, o contemporâneo do futuro conviviam com o cidadão de origem humilde, o Nonô de Diamantina, o Juscelino de Belo Horizonte, o JK que a Nação admiraria em seu corajoso projeto de fazer o Brasil avançar cinquenta anos em cinco.

Fonte: Memorial JK

LEGADO E A IMPORTÂNCIA ECONÔMICA E AGRÍCOLA PARA O CERRADO


A Fazendinha JK foi usada como laboratório agrícola em parceria de Juscelino com a Embrapa. Provando que o solo do cerrado corrigido (adubar e calcarizar), pode se tornar um solo fértil, produzindo todo tipo de lavoura. Também foi usada como experimento a irrigação por sulcos já provando que podia se produzir no período da estiagem. Assim Juscelino começa a fazer do Centro Oeste do Brasil, o nosso maior celeiro agrícola. Já comprovado hoje com imensos recordes de produção de grãos.

LÁZARO SERVO: QUEM COMPROU A FAZENDINHA DE DONA SARAH KUBITSCHEK?


Lázaro Servo nasceu em Joaquin Távora (PR), era filho de Carolina Pires Mendes de Morais e Belizário Mendes de Morais. Menino pobre com grandes ambições foi vendedor de pamonha, engraxate, padeiro, motorista de praça, corretor da Cianorte do Paraná. Já bem sucedido com muito trabalho em buscar os compradores no interior de São Paulo, montou uma empresa de beneficiamento de café denominada São Lázaro. Cresceu muito neste ramo, sendo um dos grandes exportadores de café do país. Adquiriu várias fazendas através do retorno financeiro que a empresa lhe proporcionou.

Sua carreira política começa como Vereador na cidade de Mandaguaçu, a qual foi várias vezes eleito. Trouxe de inovação para a cidade: água encanada, luz elétrica, um clube moderno com futebol de campo, piscina olímpica, quadra de tênis e de vôlei, mesmo estando na década de Sessenta. Levando o time da cidade a segundo lugar no Campeonato Estadual. Doou o terreno onde foi construída a catedral da cidade. Como empresário já de grande sucesso foi chamado pelo Governador, para disputar a eleição de Deputado Estadual, a qual foi vitorioso, com a segunda maior votação do Estado.

Fundador do MDB, junto com Ulisses Guimarães, Mário Covas, Alencar Furtado, Franco Montoro, entre outros. Já vislumbrando a candidatura ao Senado indicação do MDB do Paraná, foi cassado pela Ditadura por ser um dos apoiadores de JK, na Frente Ampla. Amigo correligionário de JK, quando soube da oportunidade de adquirir a fazenda não se titubeou, adquiriu a fazenda com todos os utensílios imobiliários presentes na mesma. Determinando desde já que fosse preservada a história deste grande homem.